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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Utarakuru se define como el lugar donde nunca brilla el sol ni la luna.

Na foto: minha primeira pintura em tinta acrílica, um poente que fotografei em algum lugar, algum dia... Um pouco de linguagem poética não fez tão mal assim, talvez seja mesmo surreal encontrar um poente nessas cores... enfim...

Me perguntaram se eu iria vendê-lo... Pensei bem antes de responder, pois é um filho meu... Que entrego pra qualquer um que pagar R$ 500,00!!

É um desapêgo contraditório... Realmente rola um apêgo financeiro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Limitada pelo FOTOLOG venho me refugiar aqui, ó mundo cruel e capitalista!


Cirurgia de lipoaspiração?
Herbert Vianna

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem.
Religião é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva.

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Ao som de Pata de elefante - Não esqueça o remédio

quarta-feira, 25 de março de 2009

"A prolixidade no amor, ou na ausência dele"


"João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. "- Carlos Drummond -
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Finalmente me desliguei com a exaustão de pensar, remoer e as vezes até chorar (faz bem), me rendi a incompreensibilidade em relação ao ser humano, com certo pesar... Me rendi por hora, logo voltarei a refletir longamente, até ficar mais uma vez exausta... Por que é tão difícil remover e tão fácil remoer as nódoas do coração que empatam todo e qualquer gesto a partir daí?! Quero me apegar novamente... Mas resta guardada no peito, a mais ingrata sensação de impotência, pareço até lamentar, mas nem sei o quê! Sei que não é passado e fatalmente continua me impedindo de sentir novamente... Quando serei lúcida e racional outra vez?